Hoje é Dia Mundial da Saúde Mental.
As doenças mentais podem manifestar-se através de alterações do pensamento, do comportamento e do estado emocional, causando sofrimento significativo à pessoa e interferindo na sua vida quotidiana de forma duradoura ou temporária.
Os números apontam para que uma em cada cinco pessoas viva com uma doença mental, sendo que a depressão é a doença que mais atinge os portugueses.
Como a doença mental nem sempre tem manifestações físicas visíveis e os sintomas nem sempre são claros até para o próprio paciente, é frequentemente menosprezada e desconsiderada relativamente à doença física. O que leva também a que a pessoa, ao contrário do que acontece com as doenças físicas, possa sentir-se culpabilizada pela sua doença ou ser considerada preguiçosa, irresponsável, incompetente…
Por outro lado, o estigma e o preconceito generalizado da sociedade, levam a que um grande número de pessoas tente esconder os sintomas e não procure a ajuda de um profissional, abdicando da possibilidade de se tratar e melhorar significativamente a sua qualidade de vida e daqueles que a rodeiam.
O desconhecimento alimenta o preconceito e o estigma da doença mental. É realmente importante falar-se sobre estes temas sempre com o intuito de informar, apoiar e consciencializar os portadores de doenças mentais, os seus familiares e amigos, os profissionais de saúde e a sociedade em geral.
Combater o estigma e o preconceito relativamente à doença mental, seja ela temporária ou crónica, é da reponsabilidade de todos! Podemos e devemos contribuir para a criação de uma comunidade mais inclusiva, apoiante e respeitadora da diversidade humana. Pequenos passos podem fazer a diferença, como:
– Procurar compreender a complexidade da saúde e da doença mental, recorrendo a fontes credíveis de informação e a profissionais de saúde, como médicos, psicólogos e associações de apoio.
– Promover uma atitude aberta e assertiva de forma a eliminar as ideias pré-concebidas sobre a doença mental.
– Partilhar a experiência da doença com outros. Lembrar-se que não está sozinho.
– Reconhecer que ter uma doença mental não é sinónimo de ser doente mental. Não é a doença que define a pessoa. Pode parecer uma diferença subtil, mas tem sérias implicações na percepção que temos dos outros. Todos temos que perceber e ter presente que o indivíduo é muito mais do que a sua doença!
– Integrar grupos de apoio dirigidos a pessoas com doença mental que facilitam a partilha, diminuem a sensação de isolamento e ajudam a desconstruir mitos e preconceitos.
– Desafiar as atitudes estigmatizantes dos outros, quer se tratem de familiares, amigos ou colegas de trabalho.
– Privilegiar a educação das crianças em relação a esta temática, promovendo a educação emocional, tal como se promove o ensino da matemática, da língua portuguesa e por aí fora.
– Não esquecer que todos nós, em qualquer momento da vida, podemos ser portadores de doença mental.