10 de Setembro é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, data esta criada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o objectivo de prevenir o acto do suicídio, através da adopção de estratégias específicas por vários países.
Segundo um relatório divulgado pela OMS, o suicídio é responsável por cerca de 800 mil mortes a cada ano, mais que o cancro da mama, que a malária, a guerra ou homicídios. Uma pessoa suicida-se a cada 40 segundos em todo o mundo, sendo esta a segunda causa de morte entre os jovens dos 15 aos 29 anos.
De acordo com dados de 2018 do relatório Health at a Glance, Portugal é o 5º país da União Europeia com maior prevalência de problemas do foro mental, afectando 18,4% da população. Estes problemas incluem ansiedade, depressão e adições.
O grande problema acontece quando não existe acompanhamento clínico ou social destas patologias e as pessoas escolhem o suicídio como último recurso.
Uma das principais situações que impede as pessoas de pedirem ajuda é o estigma social que existe em relação às doenças do foro psicológico.
É errado “separar” a saúde física da saúde mental, uma vez que o bem-estar de uma é, necessariamente, interdependente da outra.
Ajudar estas pessoas que estão em risco de vida é possível e compete-nos a todos o combate a este estigma social e à vergonha de consultar um médico especializado porque a intervenção terapêutica, em alguns casos, pode reduzir os suicídios futuros em mais de 50%.
Estar atento aos sinais, ouvir, orientar e aconselhar. Procurar ajuda de um profissional de saúde, seja ele um médico de família, um psicólogo ou um psiquiatra, é a melhor forma de garantir que o sofrimento psicológico é acompanhado e atenuado.