A convivência contínua e “obrigatória” funciona, às vezes, como uma lente de aumento.
A questão é que tem tendência para aumentar o negativo e fazer desaparecer o positivo. E de repente, estamos a olhar para os outros à nossa volta como se fossem um bando de incompetentes, insensíveis, egoístas, etc… Quando apenas as coisas não correram de acordo como desejávamos ou necessitávamos nesse momento.
E se fizéssemos um pequeno exercício?
1. Imagine o momento em que está a pensar ou sentir algo negativo sobre a pessoa que está à sua frente, seja mulher, marido, filhos ou pais (podemos também incluir os animais de estimação).
2. Dê-se conta que está num registo negativo. Sabe aquela frase dos policiais americanos…”Freeze”? Pois… É isso mesmo, congele o momento por um minuto! Respire fundo, e recorde-se de duas ou três coisas positivas sobre a pessoa ou situação. Respire fundo novamente e dê-se conta de como está a sentir-se neste momento.
3. Agora, ESCOLHA a forma como reage à situação. A forma como reage, o que diz, é da sua responsabilidade.
Então, como escolhe reagir? Deixando a lente de aumento negativo a trabalhar, causando uma escalada de conflito ou de mal estar? Ou escolhe calibrar e equilibrar o que pensa e sente, acabando por se exprimir de uma forma constructiva e respeitadora das diferenças do outro?